Ptolus: a campanha anterior

9 de Janeiro de 2009 10:11

Eu já comentei aqui que a minha atual campanha em Ptolus é na verdade a minha quarta campanha na cidade. Duas das minhas anteriores não tiveram fim, foram interrompidas, mas uma foi até o final. E é sobre ela que falarei aqui.

Eu cheguei a fazer um diário da campanha, abrangendo as quatro primeiras sessões em meu blog antigo, mas como está muito incompleto e mal escrito, preferi reescrever e condensar tudo aqui.

Assim como na minha campanha atual, eram dois jogadores: o Luiz, que jogava com Gunther Von Hagen – humano wizard (já usei o nome dele aqui) e o Ewerton (que em breve entrará para a campanha atual), que jogava inicialmente com Ralkatos – litorian rogue e, depois da morte do Ralkatos, passou a jogar com Boris Krush-eve – humano fighter.

A campanha envolvia dois plots paralelos: a viagem de Gunther até Ptolus, onde pretendia descobrir informações sobre um medalhão que herdara de seu pai e o roubo de diversas armas de Rastor, tio de Ralkatos.

O medalhão de Gunther tinha a imagem de um sol e, sobrepondo-se a esse sol, um ouroboros (um dragão mordendo a própria cauda).

Mas vamos à história em si. Tudo começa com Gunther, hospedado na Ghostly Minstrel, testemunhando o arrombamento da loja de Ralkatos, que era conduzida por um homem misterioso, com um chapéu de abas largas e fumando um cachimbo. Gunther desce rapidamente para ajudá-lo, mas é tarde demais. Os assaltantes já haviam abandonado o local, deixando Rastor à beira da morte e com o símbolo da mão de ébano estampado em seu rosto – a marca de um dos cultos do caos de Ptolus. Quando Gunther se depara com esse símbolo, algo estranho acontece: a imagem em seu amuleto se modifica. O dragão não está mais mordendo a causa, ele está se enroscando, formando uma espiral – um dos símbolos do caos!

Rastor pede para que Gunther, juntamente com seu sobrinho Ralkatos, investiguem o roubo e recuperem as armas. Investigando o local, os aventureiros descobrem que os ladrões usaram duas formas de entrada e de saída: a porta da loja e o banheiro, através dos esgotos. E com isso deduziram que os homens rato que habitam os esgotos estariam envolvidos no crime.

Descendo os esgotos, Gunther e Ralkatos derrotam um grupo de homens rato e, ao interrogá-los, conseguem extrair a verdade, que os homens rato estavam trabalhando em conjunto com o Culto da Mão de Ébano no roubo das armas. Prosseguindo a investigação, os aventureiros descobrem a identidade daquele que conduziu o roubo: é Hadrien Runihan, fiel aliado da família criminosa Balacazar.

Com isso, decidem retornar aos esgotos e irem até o templo do culto, onde enfrentam e derrotam uma sacerdotiza da Mão de Ébano. Por algum motivo ainda oculto, as suas magias divinas não afetam Gunther, mas fazem com que a espiral no medalhão aumente.

Retornando à superfície, Gunther pede a Myraeth, um dos magos da cidade, que tente identificar o seu medalhão, pois tudo o que sabe é da forte aura de encantamento que possui, mas a magia imbuida no medalhão é absolutamente desconhecida, e o mago fracassa nessa tentativa.

Após adquirir alguns mapas dos esgotos da cidade, Ralkatos e Gunther decidem invadir o templo da Mão de Ébano pelo subterrâneo, mas fracassam nessa tentativa e são capturados. Ralkatos desperta em uma cela, sem armadura e desarmado. Mas a cela não era páreo para sua força litorian e ele consegue escapar com facilidade. Em busca de Gunther, Ralkatos arma-se com uma táboa e confia em sua agilidade para esquivar-se dos golpes dos inimigos.

Gunther é encontrado adormecido, em um sarcófago, vestindo um robe ritualístico e postado sob a imagem de Abhoth, um Galchutt, senhor da sujeira. Após despertar o mago, os aventureiros seguem pelo templo subterrâneo e, após derrotar uma sacerdotiza do caos, encontram, com ela, papéis muito misteriosos.

No dia seguinte, Gunther se dedica à confecção de pergaminhos para entrar de uma vez por todas no nefasto Templo do Deus Rato. Enquanto isso, Ralkatos encontra Helmut Itlestein, que o fala sobre as profecias envolvendo os portadores das runas e que o neto de Menon Balacazar, de apenas 8 anos, deve ser assassinado para impedir a chegada da Noite da Dissolução, hipótese totalmente rechaçada pelo litorian. Helmut também palestra sobre a independência de Ptolus do atrasado Império de Tarsis.

Depois dessa palestra, Gunther e Ralkatos se dirigem ao Templo do Deus Rato, senhor supremo da sujeira e arrasam o templo, descobrindo parte das armas roubadas, que são prontamente devolvidas para Rastor.

Enquanto Gunther se dedica à confecção de itens e magias, Ralkatos vai até a Smoke Shop atrás de uma Double Pistol. Lá ele encontra Gunther (não o seu amigo mago, mas o dono da loja que também se chama Gunther) preocupadíssimo, pois seu estoque inteiro de pólvora (8 barris) fora roubado durante a noite sem deixar rastros.

Ralkatos, intrigado, sai à procura de indícios e rumores sobre o roubo e chega à seguinte informação: os cultos do caos pretendem implodir a Universidade Imperial. Isso somado às festividades do Godsday vindouro dão uma oportunidade e tanto para os cultistas do caos disseminarem o… caos.

No dia seguinte, Gunther e Ralkatos decidem invadir e arrasar o templo do Culto da Mão de Ébano. Valendo-se dos mapas que adquiriu dias atrás, Ralkatos descobre um caminho pelos esgotos que liga o Templo do Deus Rato ao templo do Culto da Mão de Ébano.

Mas eles não contavam com o que encontrariam no caminho.

Após encontrarem a passagem secreta, os aventureiros são atacados por uma trupe de zumbis, que são derrotados sem grandes problemas.

Mas Ralkatos mal sabia que, na próxima esquina, encontraria a morte.

Os dois aventureiros se deparam com um Ratbrute albino com conhecimento arcano e um zumbi. Depois de um combate sangrento, Ralkatos acaba preso em uma teia. Gunther, próximo da morte, se torna invisível e vê seu amigo ser morto a sangue frio pelo Ratbrute albino e sua greatsword maldita.

Movido pela sede de vingança, Gunther usa de sua inteligência e habilidades arcanas e derrota o Ratbrute.

Após perder o companheiro de investigação, Gunther afixa um anúncio na Ghostly Minstrel atrás de um auxiliar, que é respondido por Boris Krush-eve (novo personagem do Ewerton). Formada a nova sociedade, os dois combinam de, no dia seguinte, invadir o templo do Culto da Mão de Ébano.

Mas muitas coisas aconteceram naquele dia.

Boris, entediado enquanto Gunther se recuperava de seus ferimentos, resolve colocar sua habilidade à prova na arena da cidade. Por óbvio que a arena é controlada pelo crime organizado na cidade, especialmente pela família Balacazar, que convence Boris a entregar uma luta em troca de dinheiro. Porém as coisas dão errado e Boris, mesmo sem querer, derrota seu fraco oponente.

A família Balacazar exige, como troca, que Boris passe a “prestar serviços” para eles.

E o dia passa sem maiores transtornos para os heróis.

No dia seguinte, rumam para o templo do Culto da Mão de Ébano. O templo é assolado, o líder do culto, Malleck Javimal, é capturado, mas algo horrível acontece: os dois aventureiros se deparam com uma grande sala, com um labirinto desenhado no chão. Boris, valendo-se de sua valentia (e inconsequência também), adentra a sala. Entrando na sala, Boris entra também em um labirinto extradimensional, com cores e luzes caóticas girando em sua volta.

Observando aquilo de fora, Gunther enlaça Boris com sua corda e o puxa para fora da sala maldita.

E, então, Gunther comete um erro terrível: ele abraça o caos de coração aberto. Gunther pega seu medalhão misterioso e o coloca no pescoço e entra na câmara do caos, amarrado à ponta de uma corda, segura por Boris, fora da sala.

Logo depois de ter entrado, Gunther é puxado por Boris e, ao sair da sala, é tocado de forma permanente pelo caos: recebera um presente da deformidade: um terceiro olho se abriu em sua testa, com poderes arcanos!

Sem entender, Gunther busca explicações com Malleck, que o responde: “Você é um von Hagen?”

Para essa pergunta, Gunther responde que sim. E Malleck cai numa gargalhada insana, dizendo que ele é um embaixador do caos. Descontrolado, Gunther, com a ajuda de Boris, joga Malleck na câmara do caos e assiste a sala insana consumi-lo, em meios a gargalhadas e urros de dor.

Saindo do templo arrasado, os aventureiros rumam até a Universidade Imperial e lá encontram alguns dos barris roubados da Smoke Shop. Saindo da Universidade, Gunther e Boris se deparam com uma coluna de fumaça na cidade. Correndo até a origem da fumaça, descobrem que os outros barris foram usados para explodir o Círculo da Meditação, no Distrito dos Templos, durante as festividades do Dia dos Deuses, fazendo centenas de vítimas.

Após esse atentado dos Cultos do Caos, Boris e Gunther se separam pelo resto do dia para cuidarem de assuntos pessoais.

Boris recebe a visita de Piotr, representante da família Balacazar, que tem um “serviço” para ser feito. Ele deve entregar uma caixa para Urshanna, uma elfa negra, na Casa de Madame Kaethea, para que ela a encaminhe para fora da cidade. Boris, querendo ficar o mais isento possível, sequer abre a caixa para ver o que tem dentro (mais tarde ele viria a descobrir que lá estavam as armas mais poderosas dentre as roubadas de Rastor).

Enquanto isso Gunther, ainda no Distrito dos Templos, encontra Shibata, um minotauro sábio, que lhe explica a verdade sobre os Von Hagen. Gunther não é o primeiro Von Hagen a chegar em Ptolus com o medalhão do dragão ouroboros. Tantos outros apareceram e todos desapareceram misteriosamente. De alguma forma desconhecida, o medalhão sempre retornou para a cidade natal da família, em Tarsis. Na verdade o medalhão é uma herança maldita, pois a família descende de Mekhet, o devorador de almas, um dos temíveis Galchutt. Mekhet usa o medalhão como uma isca para atrair os seus descendentes até Ptolus e até ele, para que possa consumí-los e aumentar o seu poder.

Desesperado e sem saber o que fazer, Gunther resolve dar um fim a essa maldição. Junto com Boris, voam até o topo da Espira (não próximos o suficiente para serem atingidos pela aura de desintegração que ela possui) e lançam o medalhão, que fica preso para sempre (?) em um dos gárgulas que ornamentam aquele lugar maldito.

Na verdade esse foi um final meio que improvisado para a campanha. Ela deveria ir até o nível 20 e se encerrar em Jabel Shammar, mas tivemos que adiantar o seu término porque o Luiz estava se mudando para Brasília, onde moraria até a metade do ano passado. Outras coisas aconteceram na campanha, ela foi do nível 1 até o 10. Mas isso deixaria o post, que era para ser um resumo de uma campanha inteira, grande demais.

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