Psiônicos no Old Dragon

6 de Abril de 2010 12:12

Já faz tempo que venho pensando em uma forma de incluir psiônicos no Old Dragon. Só que, vou ser sincero, achei todas as versões de psiônicos da história do D&D muito ruins. É claro que a 4E, ao considerar o monge um psiônico, deu um novo significado ao que é “ruim”.

E, pra mim, o D&D fracassou com os psiônicos por tê-los entendido de uma forma errada. Não se pode criar classes psiônicas, porque a classe representa o que o personagem “faz”. Já no caso do psiônico é diferente, porque não se trata de algo que o personagem “faz”, mas sim do que ele “é”.

Então eu trabalhei em cima da noção de que todo personagem tem um % de chances de ser um psiônico, sendo que algumas raças têm mais propensão a isso.

Ah, uma coisa que é importante falar, antes de mais nada: isso aqui é um brainstorming público, que representa a forma como eu vejo os psiônicos no Old Dragon hoje, o que não significa que eu mude de ideia amanhã ou depois.

Então a coisa funciona mais ou menos assim:

Raça/% de chance de ser um psiônico

Humano/20%

Elfo/35%

Anão/15%

Halfling/10%`

A cada 5 níveis, o personagem tem metade das chances de aprender um novo poder psíquico. Por exemplo, um halfling no nível 5 tem 5% de chances e, no nível 10, 3% (arredondando para cima).

Então, digamos que eu fiz um mago élfico e, na hora de determinar se meu personagem é ou não psiônico, me resultado no d% foi de 30. Então meu mago élfico é também um psiônico. Isso significa que o psiquismo será só mais um traço do personagem, não sendo tão determinante quanto no D&D. A minha inspiração maior para isso é o Sr. Spock, que é um oficial de ciências que tem poderes psíquicos (o elo mental dos vulcanos).

Mas o que significa ser um psiônico?

Bem, ser um psiônico significa, por óbvio, ter poderes mentais. Só que esses poderes mentais, como já disse, representam apenas uma parcela do personagem e a forma que esses poderes serão usados é determinado pelo alinhamento do personagem.

Eu pensei em relacionar os poderes psíquicos ao alinhamento pensando em Guerra nas Estrelas e na Força. Um Jedi, por exemplo, utiliza a Força de uma forma mais contida, harmônica, porém limitada. Já um adepto do Lado Negro, usa a Força de maneira mais livre, descontrolada, porém ilimitada. E eu acho que psiônicos devem ser assim também. Então, personagens ordeiros têm poderes psíquicos ordeiros, caóticos têm poderes caóticos e neutros podem escolher se querem ter poderes ordeiros ou caóticos.

Os poderes ordeiros são mais limitados, porém são mais seguros. Já os poderes caóticos, por serem aleatórios e incontroláveis, têm uma chance de prejudicar o personagem. Um personagem caótico que usa um poder psíquico deve fazer uma jogada de proteção ou ficar atordoado por 1d4 rounds. Se, no tempo em que estiver atordoado, usar novamente um poder psíquico, fica com 0 pontos de vida.

Na minha campanha, um dos jogadores novos criou um mago psiônico que, cada vez que dorme, tem 30% de chances de ter um sono que lhe passa imagens relacionadas ao futuro ou ao passado, dentro de um contexto determinado pelas situações que vivenciou no dia anterior. Funcionou muito bem e venho pensando em expandir essa ideia, criando uns poderes novos e coisas do tipo.

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