O horror… o horror…

31 de Outubro de 2010 12:02

“Saudações e bem-vindo ao post especial de halloween. Hoje vamos falar sobre filhotes, ursinhos e outros animaizinhos cute-cute e como usá-los de maneira fofa na mesa de jogo.

A coisa é bem simples: destroce-os e espalhe as vísceras deles na cara dos jogadores. Mwhuahuahauh!”

Assim eu comecei o post de halloween do ano passado aqui no Vorpal e assim eu dou início ao post de halloween de 2010. Mas diferentemente do ano passado, em que eu dei dicas para um mestre conduzir uma aventura de terror, desafiando os sentimentos dos jogadores, neste ano irei me focar na aventura de terror em si.

O terror é um gênero bastante amplo, sendo que uma aventura pode abranger desde zumbis (lentos ou rápidos, tanto faz), vampiros ou meninas japonesas com o cabelo na cara.

Não vou me focar no holocausto zumbi, até porque acredito que esse tema já vai ser suficientemente esmiuçado em outros blogs por aí, então o assunto aqui vai ser horror gótico.

Por horror gótico não pense em Vampiro: a máscara, isso não teria nada a ver com o Vorpal (apesar de ser um jogo muito bom), mas sim nos filmes da Hammer dos anos 60 e 70.

O horror gótico, por definição, lida basicamente com uma ameaça sobrenatural sobre o mundo civilizado, habitado pelos heróis.

Apesar de não existirem restrições quanto ao ambiente para uma aventura de horror gótico, a tradição literária gravita ao entorno de lugares antigos, misteriosos, isolados e com um significado espiritual relevante, muitas vezes caracterizados por uma aparência belíssima durante o dia, mas que à noite essa beleza acaba maculada por uma aura de maldade que aumenta sombras, distorce árvores e faz com que o vento assovie, gelando os ossos dos aventureiros. Cenários típicos do gênero são: mansão abandonada, cemitério, ruína, vila…

Dentro dessa ideia, podemos elencar os seguintes elementos:

  1. Maldições
  2. Morte e mortos-vivos
  3. Sonhos e pesadelos
  4. Emoções intensas, que podem se transformar em obsessões
  5. Loucura, possessão ou exorcismo
  6. Presença do sobrenatural e superstição
  7. Religião, muitas vezes envolvendo um conflito entre religiões modernas e antigas, ou uma inquisição
  8. Vingança
  9. Segredos
  10. Tortura, sadismo ou masoquismo

Já os vilões de uma aventura de horror gótico devem ser criaturas sinistras, perspicazes, que não dão valor algum à vida alheia. Como a jornada do herói no horror gótico envolve encontrar um determinado local e combater uma força sobrenatural que lá existe, normalmente o vilão de uma aventura desse gênero é difícil de ser identificado e localizado, para que a ilusão de normalidade seja mantida no cenário. Muitas vezes o vilão de uma aventura de horror gótico é um vampiro, um lobisomem, um demônio ou outra criatura com capacidade de esconder sua verdadeira natureza.

Paralelamente a isso, existem os figurantes que servem para ilustrar tanto a superstição local quanto eventual ceticismo quanto ao que está acontecendo (a maldição dos Mackenzie acabou com a morte da Marla na fogueira!).

É bastante simples transpor esses elementos para uma aventura de RPG. É interessante para o mestre buscar uma ou mais ambientações restritas para a aventura e dois ou três elementos (role 1d10 3x, para dar um gostinho aleatório para a aventura em questão), defina o vilão utilizando o parâmetro da crueldade/camuflagem e voilá, a pior parte já foi feita.

Com o background da aventura montado, é só adicionar água, 3d6 encontros aleatórios e prontinho! Uma aventura de terror para animar o seu halloween!

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