D&D do nível 1 ao 20

30 de Janeiro de 2009 10:38

Poucas pessoas podem se gabar de ter jogado uma campanha do nível 1 ao 20. Menos pessoas ainda podem se gabar de ter mestrado uma campanha do nível 1 ao 20. Eu sou uma delas.

A minha campanha de Greyhawk começou a ser jogada em junho de 2004 e foi até o final de 2007, quando o grupo chegou ao nível 20 e participou do épico e inesquecível combate final contra o Tarrasque.

Usamos apenas os três livros básicos e o Living Greyhawk Gazetteer (eu sou a única pessoa do mundo que tem – e ama! – esse livro, heheh).

Vou fazer um mega resumo da história, se é que isso é possível:

O elenco de jogadores: Alex – Halagar, humano clérigo de Obad-Hai; Gabriel – Tilion, humano, druida de Obad-Hai; Leandro – Gourry Broadblade, humano, guerreiro; Monica – Maya, elfa, feiticeira e Artur – Adan, humano, ladrão.

Tudo começou com os personagens do Alex (clérigo) e do Gabriel (druida), acompanhados de dois anões e um gnomo, indo até um reino élfico pedir ajuda para proteger o reino deles da ameaça da maligna Irmandade Escarlate. Lá o personagem do Leandro (guerreiro) entrou em cena, namorado da filha da rainha de Celene, o reino élfico em questão. O general Meorn, à frente da Irmandade Escarlate, era indestrutível. Nada conseguia pará-lo.

Uma pista do que fazer veio de Wizzo, um clérigo de St. Cuthbert que caíra em desgraça ao realizar um pacto com um diabo. Esse pacto envolvia providenciar um corpo para que o diabo pudesse utilizar em batalha sem se ferir. Essa criatura era o general Meorn.

A única forma de derrotá-lo seria transformá-lo novamente em diabo para então enfrentá-lo em combate. Para isso, deveriam encontrar o último dragão de cristal vivo, que estava aprisionado em algum lugar da cordilheira conhecida como Fornalhas do Inferno, e, com uma de suas escamas, criar um espelho mágico que acabaria com o disfarce do diabo.

O objetivo da Irmandade Escarlate ainda era uma incógnita.

Em sua jornada até as montanhas os personagens fizeram grandes aliados, como Lancaster Reed, o líder dos príncipes dos mares, Reynard Yargrove, druida de Obad-Hai (mesmo deus que os personagens do Alex e do Gabriel seguiam) e senhora élfica de um pequeno reinado e Zartath, um meio drow renegado de sua sociedade.

Chegando na cordilheira, com a ajuda da mãe de Zartath, os jogadores conseguem encontrar Gorrnardeforintelor, o dragão de cristal, aprisionado em uma caverna subterrânea, em meio a uma guerra entre os drows, mind flayers e driders, no underdark.

Encontrando Gorrnardeforintelor, realizam o seguinte acordo: eles tirariam o dragão dessa caverna e ele lhes daria o que precisavam para fazer o espelho.

E assim aconteceu. Na saída, foram resgatados por Lancaster Reed.

No Bucaneer, navio de Lancaster, estava a personagem da Monica, uma elfa feiticeira, que descobriu as reais intenções da Irmandade Escarlate e de Meorn.

Meorn era na verdade Krastheran, o arauto da guerra de Vecna. Ele se infiltrara na Irmandade Escarlate e estava usando-a para assolar Celene e chegar à uma cidadela abandonada onde acreditava estar o Olho e a Mão do Vecna, que havia se libertado de sua prisão na terra das brumas (Ravenloft) e estava de volta a Oerth.

O grupo encontra uma ordem de magos chamada de Ordem dos Silenciosos e eles se propõem a criar o item que iria acabar com o disfarce de Meorn, deixando-o vulnerável novamente e, após isso, retornam a Celene.

Lá eles encontram o reino em guerra, invadido pelas tropas da Irmandade. O reino élfico sai vitorioso, mas com muitas baixas, inclusive Samara, filha da rainha élfica e namorada do personagem do Leandro, à beira da morte, devido a uma flecha envenenada e incurável que a atingiu durante o conflito. Nessa guerra morre Yolande, rainha de Celene. Com isso, Samara se torna rainha do reino élfico, que está grávida de Gourry.

Após a guerra, os aventureiros perseguem Meorn até a cidadela perdida, e lá mesmo o derrotam e se apoderam dos dois artefatos malignos que ele procurava.

Com a ajuda de Mordenkainen, os aventureiros descobrem que o veneno que estava na flecha que atingiu Samara foi criado pelo arauto da peste de Vecna, e que eles deveriam encontrar uma árvore mágica que providenciaria a cura para Samara.

Durante a jornada, os aventureiros conhecem o personagem do Artur, que vivia em uma cidade cujos habitantes sofriam da mesma doença que Samara, além de diversos NPCs com o mesmo problema.

Ao chegar na localização da árvore, eles se deparam com um grande problema: ela havia sido destruída há muitos anos, quando o arauto da peste testara a sua doença e uma multidão insana e ávida pela cura acabou por destruir a árvore.

Porém, ajudados pela guardiã da árvore, os aventureiros viajam 5000 anos no passado, na tentativa de encontrar a árvore antes de sua destruição. Lá eles não só conseguem a seiva da árvore para servir de antídoto como também derrotam o arauto da peste.

Nessa viagem temporal, a personagem da Monica acaba se envolvendo com o aprendiz do arauto da peste, Edan. Ao retornarem, com o antídoto, a personagem da Monica não só descobre que está grávida de Edan como também descobre que Edan é na verdade Vecna, quando ainda era um mero aprendiz de mago.

Após retornarem para Celene e curarem Samara e os demais doentes, os aventureiros se deparam com o arauto da fome, que se apoderou da máquina de Lum, o louco, e devastou o continente, secando rios, matando a grama e a maioria dos animais. Isso causou também a morte de diversas pessoas em todo o continente, já que a comida se tornara escassa.

Após buscar informações sobre a máquina maligna, os aventureiros enfrentam o arauto da fome e o derrotam. Neste combate, Adan morre pela primeira vez e é ressucitado a mando de Mordenkainen.

Enquanto isso, Vecna arma seu golpe mais terrível: o assassinato de Pelor, o deus do Sol.

Com esse atentado, o Sol não existe mais, ficando o planeta imerso em uma noite eterna e somente a dedicação de Obad-Hai faz com que ainda haja vida no planeta. Esse atentado leva mais pessoas à morte, que devido a tamanhas tragédias que se abatem sobre o planeta, acabam por enlouquecer e tirar a própria vida.

Ao buscar informações sobre a máquina de Lum, os aventureiros são surpreendidos pelo arauto da morte e, em um combate terrível, Halagar é decapitado por uma foice vorpal. Mesmo sem a ajuda do clérigo, os aventureiros conseguem derrotar o arauto.

Indo até a cidade de Greyhawk, Halagar é ressucitado a mando de Mordenkainen, como acontecera com Adan anteriormente. Retornando a Celene, os aventureiros são surpreendidos por um dragão vermelho, montaria do arauto da morte.

Nesse combate morrem Samara e Adan, pela segunda vez. Adan é ressucitado, mas Gourry se nega a ressucitar sua esposa, se tornando rei de Celene.

Com isso, os aventureiros se preparam para a batalha final contra as tropas de Vecna. Mas para derrotar o deus, eles precisam realizar um ritual horrível: eles precisam implantar o olho e a mão de Vecna em Mialee, filha de Maya com Vecna e, utilizando a espada de Kas, enviar Vecna de volta para o plano das sombras para ser julgado pelo assassinato de Pelor. Esse ritual seria feito na fortaleza de Vecna, num deserto distante.

Enquanto Lancaster Reed lidera as tropas para a batalha final, os aventureiros invadem a fortaleza e lá realizam o ritual, enviando Vecna de volta ao seu plano de origem. Mialee desaparece, junto com todos os artefatos utilizados e, tempos depois, ressurge como a nova deusa do Sol, trazendo a vida de volta a Oerth.

É, basicamente a história foi essa. É claro que muita coisa aconteceu que não relatei aqui, isso é só a linha básica da campanha.

Sabe… mestrar uma campanha épica é um horror. É cansativo, desgastante… mas é o estilo mais recompensador de todos, que, depois de mais de três anos de jogo, tu olha pra trás e lembra de várias situações que marcaram pra sempre não só a campanha em si, mas os próprios jogadores, membros do infame grupo batizado de Causadores & Piromaníacos S/A.

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