Campanha sandbox

21 de Setembro de 2009 23:45

O post de hoje vai ser um pouco diferente do normal. Ele vai servir como uma espécie de log de ideias para a minha campanha nova, que servirá de campo de testes para o Old Dragon.

Primeiro de tudo, vou explicar como a campanha vai funcionar, ela não vai ser uma campanha de RPG no estilo tradicional. O fim da minha campanha de Ptolus por causa de compromissos da vida adulta me deixou realmente frustrado. Eu tinha preparado um monte de história e, quando vi, tive que engavetá-la. Mas fazer o que, a vida é assim

Por isso resolvi partir para uma coisa diferente. Muito se tem falado por aí sobre o estilo Sandbox, onde quem decide o que faz e quando faz são os jogadores, sendo que o DM é muito mais reativo do que ativo. Só que esse estilo não combina muito com o meu grupo (eu incluso). E isso também não ajuda em nada na concepção de RPG sem tanto comprometimento quanto o que eu tenho em mente.

Então, por email, vamos decidir qual local irão explorar na próxima sessão. E essa exploração não irá durar mais do que duas sessões. Isso é bastante prático e descompromissado, ficando fácil de encaixar/remover jogadores que, por causa de compromissos, precisem ficar um tempo de molho.

Daí decidi trabalhar da seguinte forma: estou criando um mapinha bem simples, em hexágonos (estou usando o Arr-Kelaan, superior ao badalado hexgrapher em todos os sentidos, especialmente por ser free) e vou criar uma lista de rumores envolvendo locais desse mapa. O programa é realmente divertido de usar, extremamente simples e intuitivo.

Propositalmente, não colocarei nenhum indicativo de lugar, do tipo cidade, mina, etc., até para dar uma sensação maior de lugar ermo a ser explorado pelos aventureiros. As referências de lugar serão todas feitas com base nas coordenadas alfanuméricas e cada hexágono representará 36 kilômetros ou, pelos padrões do Old Dragon, um dia de marcha para um humano sem armadura pesada em um terreno normal.

Para o bem e para o mal, o mapa que saiu ficou assim:

Sim, a desproporção entre montanhas e florestas foi proposital. Eu simplesmente prefiro montanhas a florestas, ora.

E eu não coloquei a indicação alfanumérica dos hexágonos porque não iam conseguir ver mesmo por causa do tamanho do mapa.

Então, vamos lá povoar esse sandbox. Decidi chamar essa região de Morannia. Não tem nenhuma razão específica, só é uma palavra que inventei agora e achei legal. A cidade-base dos jogadores vai ficar no hexágono AB31, na costa, próxima do rio que chamarei de Rio Lorna (digitei nomes de rios no Google e descobri um site com nomes de rio, então usarei esses nomes com umas modificações aqui e ali) e será chamada Porto do Albatroz. Esse  nome tem dois motivos, um in game e outro off game. O motivo in game é que, por ser uma cidade portuária, vários albatrozes fazem ninhos em suas redondezas, servindo de companhia para os navios que chegam e saem do porto. O motivo off game é para fazer um link com o clássico do Iron Maiden The rime of the ancient mariner. O Porto do Albatroz é uma cidade de comércio relativamente intenso, sendo a última cidade ao norte de Morannia.

A partir dali, o resto da região é composta de ermos perigosos e selvagens. Ok, um pouco mais ao norte, existe a também costeira Innsmouth, mas dessa cidade abandonada ninguém mais fala nem visita.

Aquela região a leste do Porto do Albatroz (Y24 é seu vértice mais ao norte), com as montanhas rodeada de florestas chama-se Boca do Mundo. Ela tem esse nome porque as montanhas estão em um nível abaixo do solo e, devido ao seu formato arredondado e com as montanhas internas aparentando dentes. Esse local por muitos anos foi controlado pelo tirano dragão vermelho de três cabeças chamado Azhi Dahaki, até que o celebrado Galad, o elfo, o derrotou em um combate que custou também a sua vida. Galad é o elfo mais celebrado nas cidades não-élficas, como o Porto do Albatroz.

Em A37, nas Montanhas Negras, fica a cripta de Lardolich, o vampiro. Pouco se sabe sobre essa terrível criatura, apenas que seus asseclas espalham o terror por todo o extremo norte de Morannia.

Um pouco ao sul das Montanhas Negras (D41) fica a desolação de Loki, um mago muito poderoso que foi derrotado por aventureiros inconsequentes há muitas e muitas eras. Mas até hoje a sua torre permanece intacta, seja pela corrosão do tempo, seja pelo medo que impõe aos aventureiros mais cautelosos.

O pântano da serpente (ao redor de B22) um dia foi uma cidade élfica próspera e com grandes sábios arcanos, até que Ahktar, a serpente, trouxe o terror, a destruição e a imundície, pervertendo tudo o que um dia foi belo e puro em um gigantesco lamaçal de podridão e decadência. Dizem que Ahktar é adorada como se fosse uma divindade nos becos escuros de muitas das cidades de Morannia e Porto do Albatroz não é uma exceção. Do pântano da serpente sai o rio das cobras (inicia em C24), que, visivelmente, se expande cada vez mais em direção ao sul. Sua água é podre e fétida e as cobras que nela nadam buscam cada vez mais chegar à cidade élfica de Dhathonnion (N27).

Bem, por hoje, ficamos assim. Está ficando tarde e amanhã é um longo dia.

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