Realms of Crawling Chaos

Sim, eu sei, faz muito tempo que não posto aqui. Mas sabe como é, eu e a patroa fomos fazer uns dungeon crawls pela Europa em fevereiro, então não tive como postar nessa época. Mas, como sempre, o Rafael arrebentou e aposto que ninguém sentiu a minha falta. Em janeiro, no meu aniversário, o Antonio me deu um pdf muito legal, chamado Realms of Crawling Chaos, que é um suplemento de campanha para utilizar os mitos de Cthulhu no Labyrinth Lord.

Eu, como sou fã confesso do Cthulhu & Cia., adorei a ideia. Sempre achei muito mal explorada a relação dos mitos com sword & sorcery, coisa que era para ser automática, em especial com toda a obra do Robert E. Howard disponível por aí. Mas vamos falar do livrinho em si. O livro começa apresentando uma ambientação. Não um cenário propriamente dito, mas um ambiente onde o universo é cínico e não está nem aí para o que acontece com os vermes que vivem nos planetas (também conhecidos como nós). Essa ambientação ajuda a dar um clima para o suplemento, pois fica claro que não se trata de um panteão onde o deus da justiça luta contra a deusa da morte para nos defender.

Prosseguindo, temos umas raças novas que, confesso, não gostei. As raças são: sea bloods, subhumans, white apes e híbridos de white apes. Não é que eu não tenha gostado das raças em si, só não gostei delas terem sido apresentadas como raças. Eu acho que deveriam ter sido apresentadas ou como monstros ou como um adendo às raças básicas (sou bem contra superpopulação de raças, classes, etc. em qualquer jogo).

O capítulo seguinte traz magias novas, sendo que algumas utilizam componentes materiais raros, o que eu acho muito, muito legal. Para mim, a busca de materiais raros é sempre uma coisa muito legal em RPGs de fantasia, então esse tipo de coisa só acrescenta ao livro e, consequentemente, à campanha. A seguir, vem o núcleo do suplemento: os monstros. O livro apresenta uma quantidade muito boa de criaturas, desde os mais fracos até Cthulhus e Nyarlathoteps da vida. Confesso estar dividido com relação a esse capítulo. Os monstros menores são realmente muito legais, mas os mais fortes deixam bastante a desejar. O Cthulhu do Old Dragon humilharia o Cthulhu do Realms of Crawling Chaos. Na verdade monstros poderosos representam a grande falha dos jogos old school, pois, no afã de manterem o jogo com poucas regras, os monstros acabam ficando insossos, sem graça.

Os itens e tomos que o livro traz são bem legais também, mas não curti o sistema de psiônicos, que é o mesmo da Advanced Edition do LL. No fim, Realms of Crawling Chaos é um livro legal, mas que poderia ser muito, mas muito melhor. Vale os 4 dólares, sem dúvida, mas acho que um capricho maior na questão dos monstros, principalmente, tornaria o livro bem mais interessante.

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