O meu cenário para o Old Dragon

Desde o término do Old Dragon, tenho pensado bastante sobre criar um cenário. Tenho pensado também no Companion, mas mais no cenário.

Eu lembro de ter lido um comentário (aqui ou no Paragons, não lembro) de um leitor falando que o Old Dragon deveria ter um “mega cenário hiper detalhado”. Bem, “mega” e “hiper” são dois prefixos que não combinam com o Old Dragon, um sistema conciso e minimalista.

Então, voltando aos meus pensamentos a respeito de um eventual cenário.

Primeiro de tudo, ele não teria mapa. Sim, eu sei. Cenário sem mapa não é cenário, dizem alguns. Mapas são importantes para ilustrar o cenário e para todos terem uma noção do lugar das coisas. Sim, também sei disso. O cenário também não terá nome. Ok, ok. Parem de gritar e esperem para ver a minha ideia.

Só que a minha proposta é diferente, porque seria um cenário formado de micro cenários modulares, que cabe ao mestre decidir onde cada coisa ficará.

O “cenário” vai orbitar ao redor de uma vila, não de uma mega cidade ou algo do tipo, mas sim de uma vila, a la Hommlet. E Hommlet também não vai ser uma mega vila hiper detalhada, vai ser coisa de 15 páginas com uma visão geral do todo, um mapinha da vila e uns NPCs.

Daí, pra manter a terminologia do D&D, sairiam módulos de 8-10 páginas com, por exemplo, a Tomb of Horrors, o Temple of Tharzidun e por aí vai, cabendo ao mestre determinar a história que levará os personagens até lá, etc. etc.

E as próprias histórias que essas aventuras envolveriam seriam só esboços, sem grandes aprofundamentos. Por exemplo, se eu falo que um bando de ladrões criou um pedágio ilegal em uma estrada, cabe ao mestre, se quiser e se for conveniente para a campanha, inventar, dizendo que trabalham em segredo para um elfo negro que busca um item específico que sabe que será levado em uma caravana que passará por aquela estrada. Ou não, porque se for só uma one shot para divertir em um domingo chuvoso, o grupo não perderá tempo naquela embromação em que o mestre “convence” eles a embarcar em uma aventura na qual eles estão loucos para se meter.

Eu acho esse formato bem interessante, porque é um formato que dá ao mestre uma liberdade criativa muito grande, podendo, inclusive, colocar esses módulos no seu próprio cenário ou até mesmo num Legião da vida (Legião é o cenário do Antonio. Eu fiz questão de salientar isso porque “Legião da vida” ficou parecendo nome de ONG.) ou em outro cenário no qual se passe a sua campanha/aventura.

Também é um formato que me permite uma atualização mais frequente, sendo que os leitores não vão precisar esperar, tipo, dois anos até o lançamento, acho que consigo lançar um módulo a cada três meses ou algo que o valha.

O que acham? É interessante? Vocês jogariam em um cenário construído dessa forma? Eu sei que é uma quebra de paradigma, mas é uma proposta inovadora, prática e livre para ser moldada de acordo com a necessidade do grupo, do mestre e da campanha.

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