Possessão e exorcismo no Old Dragon

Sim, tenho pensado bastante em elementos alternativos para o Old Dragon, ainda mais ultimamente, depois de estar mestrando o jogo há mais de 6 meses e querer “mais” do jogo.

Uma coisa que sempre me incomodou no D&D foi a forma como os rituais foram tratados. Então resolvi dar o meu pitaco no assunto.

Primeiro de tudo, acho que não se deve ter uma mecânica única para rituais. Acho que cada ritual deve ser tratado como uma situação diferente. Confesso que me surpreendi ao pensar primeiro em um exorcismo em detrimento de um ritual de evocação de um deus antigo, fã das obras de Lovecraft que sou, mas fazer o quê?

A forma como tenho encarado o exorcismo é a seguinte: um espírito caótico toma posse de um mortal e passa a controlá-lo. O mortal-alvo tem direito a uma jogada de proteção para tentar superar a influência demoníaca por algum tempo. Caso seja bem sucedido, consegue realizar um número de ações igual ao seu valor de Carisma.

O ritual de exorcismo precisa necessariamente ser conduzido por um clérigo ordeiro. As armas do clérigo, neste caso, são o símbolo sagrado, palavras sagradas e água benta.

Aproximar um símbolo sagrado do possuído causa 3 pontos de dano por nível do clérigo. Tocar o possuído com o símbolo sagrado ou com água benta, causa 5 pontos de dano por nível do clérigo. Palavras sagradas causam 2 pontos de dano por nível do clérigo para cada clérigo que as entoe próximas ao possuído.

Então a coisa funciona da seguinte forma: a cada “ataque” realizado pelo clérigo, a criatura que possuiu faz uma jogada de proteção. Caso seja bem sucedida, apenas o possuído sofre o dano causado pelo “ataque” e, em caso de falha, o dano é dividido entre os dois.

É possível que o possuído não sobreviva ao ritual de exorcismo, dependendo do poder da criatura que o possuiu. Caso os pontos de vida do possuído cheguem a 0 durante o ritual antes da criatura que o possuiu, morrerá, e a criatura estará livre e tem 30% de chances de possuir a criatura mais próxima (jogada de proteção impede essa possessão). Caso a criatura que possuiu chegue a 0 pontos de vida antes, o ritual terá sido bem sucedido, mas a criatura não será morta, mas sim expulsa de volta para seu plano de origem.

Para impedir que o possuído venha a morrer durante o exorcismo é normal que os clérigos utilizem magias de cura para restaurar o dano por ele sofrido. A criatura que o possuiu não é beneficiada por esse tipo de cura.

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