Cerco em fantasia medieval

Todos conhecemos a inclinação medieval do D&D, com seus castelos, espadas, escudos e armaduras. Só que o D&D tem algo que a cultura medieval não tinha: magia poderosíssima. Magias como fireball, levitate, fly, dentre muitas outras separam e incompatibilizam a noção de D&D e de medievalismo que temos.

Tomemos um castelo como exemplo. No nosso mundo, um castelo com suas altas paredes de pedra dura por séculos. Na época antiga, aguentava cercos por semanas, até meses.

E em um mundo de D&D? Não duraria uma tarde, digo eu. As defesas exigidas de uma fortaleza no mundo do D&D são completamente diferentes das defesas exigidas de um castelo medieval tradicional.

Este post cobre as principais defesas que uma cidade de fantasia deve ter, além das formas de ataque.

Cerco mágico: todo estudioso da arte da guerra sabe que a pior forma de guerra é o cerco. Uma cidade bem construída e bem defendida pode suportar ataques por anos sem cair. Isso sem contar o suporte mágico das cidades de fantasia. Ora, com tudo isso, não existe maneira razoável de se invadir uma cidade fortificada, correto? Errado. Em um mundo de fantasia, um cerco bem planejado não se pode limitar a bárbaros escalando muros.

De forma geral, uma cidade pode ser atacada de três maneiras: por cima, pela superfície e por baixo. No D&D adicionamos ainda os planos Etéreo e Astral. Invasores podem se teleportar ou caminhar usando invisibilidade.

Outra diferença é no que diz respeito à artilharia. Em um mundo onde fireballs cabem em uma varinha mágica, quem montaria, transportaria e utilizaria catapultas? A primeira resposta é: dinheiro. O preço e custo de municiamento de uma catapulta é infinitamente inferior à de uma varinha de fireballs. Enquanto uma catapulta pode arremessar qualquer tipo de objeto, desde pedras até pilhas de cadáveres, ao terminar a munição de uma varinha de fireballs não se tem mais nada.

A magia em um cerco deve ser utilizada de maneira criativa não só pelos custos de lançamento, mas também pela obviedade na defesa. Uma fortaleza que se preze está devidamente protegida de chuvas de fireballs. Mas lançar plant growth nos arbustos ao redor para que suas raízes cresçam e destruam os muros para facilitar uma invasão com certeza pegaria muitos magos desprevenidos.

Além dessas, outras formas mais óbvias de utilização de magias em cerco vêm à mente, como o mago que se teleporta para dentro da fortaleza para, invisível, ir até o portão e abri-lo.

Tropas: as tropas dos dois lados de uma batalha se dividem em várias partes. Primeiro vêm os contingentes pessoais de personagens de nível alto, em que figuram os grandes líderes do exército. Essas tropas formam o coração da defesa de uma cidade, equipadas com itens mágicos poderosos. A segunda tropa consiste de guardas de elite, bem armada e leal, equipada com itens mágicos simples. Em terceiro vêm os mercenários e guerreiros contratados. Com a riqueza de uma cidade, ajudantes podem ser contratados com facilidade. Em quarto lugar vêm as tropas aliadas, vindas de cidades próximas, na maioria das vezes. Em quinto e último lugar vêm os cidadãos normais, armados com equipamentos caseiros, dispostos a proteger a sua moradia.

Defesas da superfície: consideremos que uma fortaleza seja protegida por muros com torres e portões, como as medievais tradicionais. Para suportar os ataques de gigantes e de dragões, por exemplo, as defesas devem ser mais protegidas e resistentes à magia.

Para começar, a fortaleza pode ser construída sobre uma colina, como Minas Tirith, ou sobre várias, como Roma. Com a expansão da cidade-fortaleza, novos muros externos serão construídos. Para otimizar a proteção, os muros da cidade devem ser mais altos conforme se aproximam do seu centro. Essa altura dá aos defensores uma visão privilegiada dos invasores, além da possibilidade de alvejá-los de cima para baixo com flechas e mísseis mágicos.

Os muros devem ser resistentes o suficiente para suportar magias de desintegração, chegando ao ponto de moldar as pedras usando stone shape até chegar a uma massa sólida.

Não é incomum criar portões ilusórios nas muradas para distrair e dissipar a atenção dos invasores, desviando-os dos portões reais.

Ataques pelo ar: a grande diferença entre cercos medievais e cercos de fantasia é a presença de criaturas voadoras. Um dragão com sua baforada é capaz de destruir uma fortaleza protegida por muros altíssimos. A principal forma de se prevenir desse tipo de invasor é antecipando a sua chegada. Postos avançados de observação invisíveis são bastante utilizados por reinos ricos, sendo que a alternativa mais econômica para esta estratégia é a utilização dos familiares dos magos, geralmente pássaros, que voam e alertam à distância a chegada de um ataque alado.

Além disso, os tradicionais abrigos são bastante empregados para a proteção dos habitantes de um ataque aéreo, não só de dragões, mas de catapultas, chuva de flechas, etc.

É preciso muito cuidado ao utilizar artilharia anti-aérea nesses casos, pois o estrago que a queda de um dragão abatido causaria em uma cidade seria tão terrível quanto o causado por sua baforada de fogo. Para isso é preciso ter um grupo de magos de prontidão com magias como telekinesis, feather fall e shrink animal para evitar a destruição que essa situação acarretaria.

Ataques pelo subsolo: ataques pelo subsolo apresentam duas grandes dificuldades para serem detidos: é extremamente difícil de serem detectados e derrotados. No caso de uma força invasora por baixo da terra, geralmente é uma situação de “você não pode me ver e eu não posso ver você”. Até que os invasores saiam da toca, pouco pode ser feito. Uma vez que isso geralmente ocorre subitamente e em áreas vitais para a cidade, geralmente qualquer defesa é tardia. A melhor forma de evitar isso é criar uma zona de batalha subterrânea, uma área aberta onde possa acontecer um combate sem danificar nada vital para a cidade. Aqui é onde entra a dungeon.

Debaixo da grande maioria das cidades existe uma série de grandes salas interconectadas por corredores. Conforme a cidade envelhece, os níveis subterrâneos vão crescendo, até que se forme um imenso labirinto subterrâneo.

Geralmente são empregados mortos-vivos na defesa subterrânea da cidade, já que não têm custo algum e, se morrerem, bem, já estão mortos, então quem se importa? Basta selar a saída da dungeon e ela estará protegida por zumbis esfomeados por séculos sem conta.

Invasores extradimensionais: viagens astrais não são muito comuns em cercos, mas uma força invasora poderosa pode usufruir dessa arma poderosa. A grande solução para este caso é a utilização de plantas, pois a sua aura viva age como uma barreira para os viajantes dos planos Etéreo e Astral.

Teleportadores: é uma forma mais simples e barata de invasão, se comparada com as extradimensionais. E, por isso, mais simples de ser evitada. Áreas estratégicas devem ter tetos baixos ou corredores estreitos para tornar o teleporte mais perigoso. Magias como web, alarm e wizard lock podem proteger corredores e portas.

Anúncios

Um comentário em “Cerco em fantasia medieval

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s