Ladrões com raça

Desde Bilbo Bolseiro até Tasslehoff, o halfling sempre foi a raça estereotipada do personagem ladrão. De tão estereotipada, se tornou quase que a combinação padrão, já que o estilo bon vivant dos pequenos se encaixa bem na proposta da classe ladina. Usar o ladrão com outra raça muitas vezes é estranho, porque, independentemente da raça escolhida, fica sempre na mesma, do personagem matreiro e espertalhão.

Mas precisa ser sempre assim? É claro que não! Olhe só as sugestões legais de como adequar as mais diferentes raças à proposta ladina:

O elfo curioso: os elfos, via de regra, não são muito apegados a bens materiais, provavelmente devido à sua excepcionalmente longa expectativa de vida. Como resultado, elfos ladrões costumam usar de suas habilidades para adquirir algo muito mais valioso: conhecimento. Os elfos, com seu talento inerente para localizar portas secretas e seus sentidos mais aguçados, são excelentes observadores. Adicione a isso as habilidades ladinas de furtividade e o resultado é um personagem excelente para adquirir informações e desvendar os mais bem guardados segredos.

Apesar de valorizarem o conhecimento, os elfos ladrões não costumam deixar isso muito às claras, mesmo para o resto do grupo, mas sempre estarão dispostos a compartilhar informações com colegas aventureiros (apesar de talvez não revelarem todo o conhecimento que de fato têm).

O meio-elfo errante: o meio-elfo é a soma dos sentidos aguçados do elfo com o gosto pela intriga e traição dos humanos. Por isso geralmente um meio-elfo ladrão tende a seguir uma linha de fraudes e falcatruas, levando suas vítimas ao erro fatal ao invés de confrontando-as diretamente.

Se de um lado essa tendência de mascarar a verdade faz do meio-elfo ladrão um companheiro de viagem não confiável, por outro faz dele um viajante cauteloso e que sabe sair das situações mais delicadas. Nesses casos, a prioridade máxima do meio-elfo é a sua própria segurança, mesmo em detrimento da riqueza que poderá acumular.

O anão chaveiro: a maioria dos anões ladrões não são ladrões no sentido criminoso da palavra. São, em verdade, experts em criar fechaduras, armadilhas, baús e cofres que apenas ladrões muito competentes seriam capazes de superar. Um anão chaveiro é tão orgulhoso de seu ofício como um anão ferreiro ou joalheiro, pois, segundo eles, é através de seu trabalho que os joalheiros e ferreiros podem dormir sossegados.

O gnomo fanfarrão: os gnomos, mais do que qualquer outra raça, sente um imenso prazer com o ato de roubar. Essa visão não significa que eles praticam o furto por motivos malignos, mas sim movidos pelo desafio apresentado e pelo valioso prêmio por tê-lo superado.

Os gnomos desenvolveram uma reputação lendária por serem bem sucedidos em feitos quase impossíveis. Mas é claro que estão longe de serem infalíveis, sendo que suas falhas são tão espetaculares quanto suas façanhas bem sucedidas. Não que eles se importem, pois, neste caso, o importante é ter uma boa história para contar depois. Isso ocorre porque os gnomos tendem a agir mais por impulso e instinto do que por planejamentos e organização. É por isso que um gnomo ladrão é muito semelhante a um rato: se notar algo de interessante nas proximidades, largará o que está fazendo imediatamente para tentar tomar para si essa coisa tão interessante e divertida, só para, pouco tempo depois, perderem totalmente o interesse no objeto furtado.

Geralmente um gnomo ladrão se vê em maus lençóis por tentar carregar mais pilhagem do que efetivamente consegue.

 

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