Relics & Rituals

Já dizia o ditado: não julgue um livro pela capa. Mas fala sério, que capa foda que tem o R&R. O livro tem aquele tipo de capa que a mamãe evangélica olha e fala “Joãozinho, tu anda ouvindo heavy metal? Avemarianossosenhorjesuscristim!”

Mas R&R não se resume à capa, o livro é realmente muito bom. Continuando a folhear, tu se depara com o prefácio. Escrito pelo Gary Gygax. Então vem uma introdução curtinha só situando o livro dentro do contexto das Scarred Lands, o que é absolutamente ignorável para quem não joga nesse cenário.

Nesse livro eu tenho que dar o braço a torcer: finalmente temos prestige classes legais! Tem a Blood Witch, que aumenta seu poder realizando sacrifícios, tem o Crypt Lord, o mais fodão dos necromantes (pra mim necromante que é necromante tem que virar lich, o que é o caso!), tem o Incarnate, que é uma prestige meio chata, envolvendo druidas, reencarnação e o escambau (o livro não é perfeito, ele só é muito bom), o Penumbral Lord, que é uma versão arcana do shadowdancer, tipo o mago misterioso que sempre está envolto em mistério e escuridão, o Sea Witch que fica meio perdida fora do contexto das Scarred Lands, o Summoner, que é o típico conjurador que está ligado a uma entidade em particular e o Vigilant, que segue o conceito tolkieniano do Guardião.

O segundo capítulo apresenta uma porrada de magias. Aliás, é um dos maiores capítulos do livro. As magias não são lá muito equilibradas, mas eu acho que o equilíbrio não é um elemento essencial para o bom andamento do jogo, o que importa é a criatividade do que é apresentado e, cara, quanta magia legal. O bom desses livros mais underground do d20 system é que eles não têm medo de serem felizes, sabe? O material que eles apresentam é ousado, é muitas vezes violento, mas geralmente é muito legal.

No capítulo três a coisa aperta, com regras para uma das coisas que mais fazem falta no D&D 3.x: rituais. E são uns rituais legais, começando com um para transformação em lich, passando por rituais para observar um local atrás de uma criatura que não deveria estar lá até coisas mais de flavour mesmo, como um ritual para abençoar um casamento, um ritual para preparar a terra para o plantio e por aí vai.

Finalmente, no capítulo quatro, temos os itens mágicos. Esse capítulo é muito semelhante ao das magias, onde se percebe que a criatividade e a ousadia são mais importantes que o equilíbrio, com itens para todos os gostos e necessidades e todos, absolutamente todos, com uma descrição completa e uma história por trás de cada um dos itens mágicos listados.

Enfim, Relics & Rituals é um ótimo livro para jogadores que não exigem um equilíbrio pleno em sua mesa de jogo. O R&R, como já falei, dá preferência para um item interessante, com um background legal a um item perfeitamente equilibrado para o seu nível. O R&R não pode ser visto com os mesmos olhos que um Spell Compendium ou um Magic Item Compendium, onde se tem novas opções de itens e magias, mas sim deve ser visto como um livro que apresenta coisas diferentes e estranhas para se colocar no jogo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s