Post completo: morto-vivo

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer a todos que votaram na enquete para escolher o assunto deste post. Mesmo que a opção que eu gostaria que tivesse ganho (beholder) tenha sido derrotada pela segunda vez, fico feliz em ver o interesse de vocês em ler as coisas que escrevo.

A VIDA APÓS A MORTE – psicologia e fisiologia: por incrível que pareça, as motivações psicológicas dos mortos-vivos não são muito diferentes das nossas. Tanto eles quanto nós são movidos pela sensação de necessidade. Uma necessidade irracional, que o impulsiona de forma compulsiva a um determinado objetivo.

É claro que essa necessidade varia dentre as muitas espécies de mortos-vivos. Por exemplo, esqueletos e zumbis são movidos pela necessidade de servir ao mestre necromante que os criou. Esse tipo de necessidade externa é fruto do processo de reanimação, onde o necromante subjuga a força de vontade do morto, fazendo-o curvar-se perante a vontade de seu novo mestre. Outros mortos-vivos, como os lívidos, são movidos pela necessidade de devorar. Não se pode chamar essa necessidade de “fome”, já que eles estão, em última instância, mortos, não tendo mais necessidades e funções fisiológicas; portanto não importa o quanto consumem, o quanto devorem, essa necessidade jamais será aplacada. A necessidade é apenas a de devorar e destruir.

LACAIOS DO ALÉM-TÚMULO – esqueletos e zumbis: os esqueletos e zumbis são imbuidos de energia negativa de tamanho poder que não só apodrece e destrói a sua carne, mas também faz com que o corpo do morto se levante e obedeça ordens.

Essa espécie de mortos-vivos possui um elemento único: eles possuem um mestre. Eles não se reergueram por vontade própria ou por assuntos mal-resolvidos ou mesmo porque não foram enterrados de maneira apropriada. Eles foram reanimados porque um necromante assim determinou. Em resumo: por mais irrelevante que possa parecer um combate contra zumbis ou esqueletos, é sempre importante ter em mente que por trás desses monstros fracos existe um mago muito poderoso que os reanimou e que os controla.

Os motivos que levam um necromante a reanimar os mortos são os mais variados, podendo ser utilizados como buchas de canhão, como alarme ou até mesmo como uma forma de chamar a atenção de um grupo de aventureiros para a presença deles, fazendo com que o mal maior que está na sala ao lado não seja descoberto.

DEVORADORES – carniçais, lacedons e lívidos: essa espécie de mortos-vivos compartilha de uma característica comum, que é a necessidade irracional de destruir e devorar. A principal variação é o que será destruido ou devorado. Alguns atacam e devoram os vivos, sem distinção, outros têm a preferência de determinadas partes do corpo, sendo a mais comum de todas o cérebro, outros, ainda, devoram apenas carne em um particular estado de apodrecimento, apenas para citar alguns exemplos. Essa necessidade de consumo, seja de carne apodrecida, seja de carne crua, deixa um cheiro típico – e muitas vezes pútrido – nos carniçais e demais mortos-vivos desta espécie.

Entretanto, o traço característico mais horrendo dessa espécie é a infecção. A forma como essa infecção é transmitida varia de criatura para criatura, mas, independentemente disso, aquele que é morto por um desses mortos-vivos se levanta novamente, tomado pela mesma necessidade irracional daquele que o infectou. Muitas vezes essa infecção antes de matar causa uma paralisia temporária na vítima, deixando-a indefesa.

INQUIETOS: os mortos-vivos que pertencem a essa espécie são aqueles que não se encaixam nas duas classificações acima, e a sua necessidade é sempre derivada de algum evento que ocorreu no tempo em que eram vivos. Esses mortos-vivos são motivados por algum tipo de obsessão, de uma emoção negativa, seja de possuir algo ou alguém, seja vingança, seja para reclamar algo que considere seu ou outros motivos que impeçam o seu descanso eterno. A obsessão é também a fonte do poder do morto-vivo. Quanto mais forte for a obsessão, mais poderoso será o morto-vivo.

De todas as espécies de mortos-vivos, os inquietos são aqueles que possuem motivações mais fortes, diferentemente dos marionetes (esqueletos e zumbis) e das máquinas de destruição (carniçais, lacedons e lívidos). A necessidade que impulsiona o inquieto o torna uma criatura complexa que busca um determinado objetivo e planeja seus atos de acordo, mesmo que indiretamente: um enforcado injustamente pode destruir a família do seu carrasco, depois pode mandar mensagens perturbadoras para o juiz que decretou sua pena para, só depois, buscar diretamente sua vingança.

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