Post completo: Anão

Primeiro de tudo, preciso dizer que me surpreendi com a popularidade da enquete. Eu imaginava uns 10, 15 votos, mas… 52? É uma ótima surpresa, sem dúvida. É uma pena que a opção que votei perdeu… por um voto.

Mas tudo bem. Vamos aos anões!

Ao invés de usar a mesma estrutura dos demais posts completos, com subtítulos e informações bem específicas, optarei por uma estrutura mais livre, buscando apresentar pequenos detalhes que, fora de contexto, parecem irrelevantes, mas ao considerarmos como parte de um todo (a raça dos anões), enriquecem em muito essa raça tão pouco explorada pelos livros de D&D.

Um dos pontos mais surpreendentes da sociedade anã é a grande disparidade numérica entre homens e mulheres. De cada três anões que nascem, dois são do sexo masculino, coisa que afeta praticamente todos os aspectos da vida dos anões. A maioria dos anões homens não se casa, devotando suas vidas para suas carreiras como artesãos, mineradores, aventureiros, etc.

Os anões que chegam a se casar se tornam extremamente ciumentos e possessivos para com suas esposas, abdicando da sua liberdade para se dedicar à sua parceira e aos seus filhos. O fato de que a metade dos anões homens estarem destinados a não encontrarem uma parceira não é motivo para frustração ou tristeza, pois o trabalho satisfaz completamente as necessidades do anão solteiro, tanto é que muitos anões, mesmo diante da oportunidade de se casar, abrem mão para se manterem focados e dedicados no trabalho. A grande maioria dos heróis e lendas dentre os anões decorre de criaturas solteiras, já que a vida de casado representa o fim da vida de aventuras para os anões.

A mantença dos hábitos de aventureiro por parte de um anão casado representa uma grande ofensa à parceira, pois representa que a mulher não é digna da atenção e do afeto do marido que insiste em caçar orcs e tesouros. Isso é devido à tendência leal, comum à raça dos anões.

De modo geral, os anões são vistos como criaturas focadas, obstinadas, talvez até com um leque de interesses bastante restrito, porém são conhecidos pela enorme dedicação que destinam para alcançar seus objetivos. Os anões se organizam em clãs, mais do que as outras raças, e poucos adquirem o hábito de passar muito tempo na companhia de criaturas que não sejam anãs.

Uma característica comum nos personagens da raça anão é o ciúme que possuem em relação às suas posses. Os anões tendem a acumular riquezas, gastar dinheiro apenas para fazer mais dinheiro, e são muito desconfiados em relação a ladrões. Na sociedade anã, existe apenas uma penalidade para batedores de carteira e ladrões: a morte; a não ser que o ladrão esteja trabalhando para os anões para prejudicar um terceiro.

Muitos anões são vingativos e costumam guardar mágoas e insultos por muitos e muitos anos, podendo aproveitar situações impróprias para jogar na cara assuntos e situações que há muito tempo deixaram de ser importantes e relevantes.

Entretanto, os anões possuem um senso de humor bastante peculiar. Sempre que um anão é responsável por salvar a vida de uma criatura de outra raça, sempre haverá um discurso de que se não fosse pelo anão, ninguém seria capaz de salvar a criatura, ou de que o anão simplesmente não acha que o problema que a criatura enfrentava fosse algo tão ruim (por mais horrível que seja a situação, o anão sempre diz que era uma coisinha de nada). Mesmo que a missão do anão envolva matar demônios, destruir uma tribo inteira de orcs ou derrotar o Tarrasque usando apenas um pedaço de pau, o anão sempre irá falar sobre o feito de forma casual, como se não fosse algo simples e corriqueiro.

Talvez isso possa explicar a clássica penalidade na habilidade Carisma que os anões costumam ter, especialmente no que diz respeito às relações com seres de outras raças. Por outro lado, os anões possuem uma determinação poderosa, que os impulsiona adiante mesmo quando todos os outros desistiram. Existem várias lendas e histórias sobre anões que enfrentaram os mais terríveis obstáculos e que foram bem sucedidos ou que morreram tentando.

Os anões abominam escravidão e todas as outras formas de servidão forçada, tanto entre eles quanto entre outras raças. Aqueles que escravizam anões correm o risco de despertar a fúria da raça inteira.

Quando um anão morre, é uma grande desonra deixá-lo sem ser enterrado. As comunidades dos anões enterram seus mortos em grandes mausoléus de pedra após uma cerimônia de cremação, simbolicamente devolvendo-o à forja de Moradin e à terra, enquanto a sua alma é libertada para ir para os planos exteriores.

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